Obra da Sabesp atinge rede e causa vazamento de gás no centro de São Paulo

Uma obra da Sabesp no centro de São Paulo atingiu uma rede da Comgás, provocando um grande vazamento de gás na região da República. O incidente levou ao isolamento da rua e à evacuação de estabelecimentos como medida de segurança. Este foi o segundo vazamento na mesma área em dois dias.
Obra da Sabesp atinge rede e causa vazamento de gás no centro de São Paulo

Obra da Sabesp atinge rede e causa vazamento de gás no centro de São Paulo Uma obra de emergência para consertar água virou, de novo, caso de segurança pública no centro de São Paulo. Em 48 horas, a mesma região da República registrou dois vazamentos de gás ligados a intervenções em redes subterrâneas.

O que aconteceu na rua Teodoro Baima

Na noite de quinta (4), uma obra da Sabesp atingiu a tubulação da Comgás na rua Doutor Teodoro Baima, levando a um vazamento de grandes proporções e à evacuação de prédios e de um bar na região da República. O Corpo de Bombeiros classificou o vazamento como “de grandes proporções” e isolou a área enquanto uma viatura fazia o atendimento.

A Comgás afirmou ter sido acionada às 19h15 por causa de “um dano na rede de gás encanado causado por terceiros” e disse que a equipe chegou às 19h37 para eliminar o vazamento.

Versão da Sabesp x histórico recente

A Sabesp, por sua vez, diz que realizava “manutenção emergencial” na rede de água quando um encanamento de gás foi perfurado em uma vala a céu aberto. Segundo a companhia, os trabalhos foram interrompidos imediatamente, os protocolos de segurança foram acionados, a rede de gás foi desligada e a área isolada, sem registro de vítimas.

O discurso, porém, esbarra no próprio histórico da estatal. Dois dias antes, a empresa anunciara novos protocolos de segurança, elevando o número de fiscais de 200 para 600 e priorizando justamente obras em áreas com rede de gás e valas profundas. E não foi um episódio isolado: na véspera, outra rede de gás já havia sido atingida por uma retroescavadeira no centro, e, em maio, uma obra da Sabesp provocou a explosão no Jaguaré que deixou duas pessoas mortas e ao menos 35 casas atingidas.

Tensão entre discurso e realidade

De um lado, empresas e governo exibem protocolos reforçados e respostas “rápidas e técnicas”. De outro, moradores, comerciantes e bombeiros lidam com a parte concreta: ruas isoladas, bares esvaziados e o medo crescente de que cada obra possa virar emergência.

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