PEC do fim da escala 6x1 tem tramitação atrasada no Senado por Davi Alcolumbre

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, indicou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a escala 6x1 não terá uma votação apressada. Ele sugeriu que a matéria tramite em comissões especiais, uma medida incomum que é vista por governistas como uma manobra para atrasar a votação, afirmando que a Casa não irá votar sob pressão.
PEC do fim da escala 6x1 tem tramitação atrasada no Senado por Davi Alcolumbre

PEC do fim da escala 6x1 tem tramitação atrasada no Senado por Davi Alcolumbre O fim da escala 6x1 virou cabo de guerra em Brasília: para o governo, Davi Alcolumbre é o freio que trava uma das principais vitrines sociais de Lula; para a oposição, ele é justamente o freio que impede uma aventura eleitoreira.

Governo x Alcolumbre: pressa social contra “calma institucional”

Na leitura governista, Alcolumbre “cria empecilho e atrasa PEC do fim da escala 6x1 no Senado” ao cogitar uma etapa inédita em comissão especial, fora do rito concentrado na CCJ, o que é visto como manobra para empurrar a votação para depois das eleições. Técnicos do próprio Senado lembram que, desde 1988, nenhuma PEC aprovada tramitou em outra comissão além da CCJ, tornando a “etapa extra” um experimento político, não apenas regimental.

Artigos alinhados ao Planalto ressaltam que a proposta, que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais e substitui a escala 6x1 por duas folgas remuneradas, tem apoio massivo da opinião pública e é tratada como uma das principais agendas sociais de Lula com potencial de mobilização até 2026.

Alcolumbre reage dizendo que o Senado não votará “sob pressão”, acusando governo e esquerda de orquestrar ataques nas redes para forçar uma votação-relâmpago e transformar a Casa em mera “carimbadora” do que veio da Câmara. Ele promete dar “tempo razoável” para ouvir empresários, trabalhadores e demais setores, insistindo no discurso do debate amplo.

Oposição: o freio às “péssimas intenções de Lula”

Na oposição, o mesmo gesto é aplaudido como resistência à “sanha eleitoreira e irresponsável de Lula”. Um artigo celebra que “Alcolumbre joga um balde de água fria nas péssimas intenções de Lula” e elogia o Senado por não aceitar ser “mera carimbadora” da Câmara.

Contradições em série

Colunistas pró-governo, por sua vez, apontam hipocrisia: lembram que o Senado teve “pressa na pauta dos patrões” ao carimbar a reforma trabalhista de 2017 sem mudar “uma vírgula”, com Alcolumbre entre os que aprovaram o texto como veio da Câmara, mas agora pede “calma, sem açodamento” justamente na pauta mais favorável aos trabalhadores.

No centro desse jogo, a PEC da 6x1 já completou uma semana parada no Senado – e cada dia de espera vira munição para ambos os lados.

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