Mídia afirma que Eduardo Bolsonaro sugeriu troca do Pix pelo sistema americano Zelle
Mídia afirma que Eduardo Bolsonaro sugeriu troca do Pix pelo sistema americano Zelle O embate da vez não é só sobre tarifas dos EUA: é sobre quem manda na carteira digital dos brasileiros. No centro da disputa, uma frase de Eduardo Bolsonaro ligando o Zelle, sistema americano, ao Pix brasileiro virou combustível para guerra de narrativas em plena crise comercial.
De um lado, a ala governista trata a fala como ato de submissão. Gleisi Hoffmann acusou os Bolsonaro de servirem “aos interesses americanos” e lembrou que o Pix é “infraestrutura pública brasileira, criada e regulada pelo Banco Central do Brasil”, enquanto o Zelle é privado e cobra taxas. Lindbergh Farias foi além: disse que “a família Bolsonaro e Trump querem tirar o Pix do Banco Central” e entregar o sistema a empresas dos EUA, chamando-os de “traidores”. Reportagens alinhadas ao governo martelam as diferenças: Pix é público, gratuito e instantâneo em todo o país; Zelle é consórcio privado, limitado a bancos americanos e nem sempre em tempo real.
Do outro lado, veículos e aliados da oposição tentam desinflar a acusação de “entreguismo”. A Gazeta do Povo destaca que Eduardo citou o Zelle como argumento de mesa de negociação, mas “não defendeu a substituição do Pix por uma plataforma estrangeira”. O próprio Eduardo correu ao X: “EU JAMAIS FALEI EM SUBSTITUIR O PIX! Pix foi criado pelo meu pai, sem taxas e assim deve permanecer”, atacando a imprensa e se dizendo “pró-PIX”.
Curiosamente, há um ponto de convergência: até críticos do bolsonarismo reconhecem a superioridade técnica do Pix. A economista Renata Barreto, falando dos EUA, cravou que o Pix é “INFINITAMENTE superior às ferramentas usadas” lá fora e que seria “um sonho” exportar a tecnologia brasileira. Entre soberania, campanha eleitoral antecipada e disputa de narrativa, a única unanimidade é que abrir mão do Pix — na prática ou no discurso — virou péssimo negócio político.
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