PEC do fim da escala 6x1 tramitará no Senado, mas sem pressa, diz Alcolumbre

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, indicou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho tramitará, mas sem urgência. Ele defendeu uma análise aprofundada e possíveis melhorias no texto, afirmando que o Senado não irá votar a matéria sob pressão.
PEC do fim da escala 6x1 tramitará no Senado, mas sem pressa, diz Alcolumbre

PEC do fim da escala 6x1 tramitará no Senado, mas sem pressa, diz Alcolumbre A PEC que promete enterrar a escala 6x1 e reduzir a jornada para 40 horas vai andar no Senado — mas em marcha lenta, com Davi Alcolumbre posicionado como freio de mão institucional e pára-choque entre governo, empresariado e redes sociais.

De um lado, a leitura mais crítica vê na fala de Alcolumbre um aviso de que o Senado não vai simplesmente chancelar a “pauta popular” do governo em ritmo de campanha. A Gazeta do Povo destaca que ele quer a proposta passando por comissões para ser “melhorada” e que a Casa não será apenas uma “carimbadora” do texto da Câmara, que levou cinco meses discutindo o assunto. Essa linha sublinha também o clima azedo entre Planalto e Senado após o veto a Jorge Messias no STF, o que tende a contaminar o calendário da PEC.

Do outro lado, veículos alinhados ao governo preferem enxergar copo meio cheio: sim, sem pressa — mas com garantia de tramitação. O Vermelho ressalta que Alcolumbre resistiu à pressão de entidades empresariais que queriam empurrar a decisão para depois das eleições e “admite não dificultar o avanço”. A aposta governista é que senadores candidatos puxem a fila, surfando na popularidade de uma pauta que saiu da Câmara com ampla maioria justamente em ano eleitoral.

Já o Brasil247 foca na outra pressão: a vinda de dentro do próprio campo lulista. Segundo o site, Alcolumbre se diz alvo de campanhas nas redes e de setores da esquerda que gostariam de ver a PEC votada em modo turbo, mas repete que sua posição “não é a favor nem é contra, é a favor do debate” e exige tempo para ouvir trabalhadores, quem produz e quem emprega.

No choque de narrativas, um ponto converge: ninguém discute o peso eleitoral da PEC. A divergência é quem dita o ritmo — o calendário político, o mercado ou o presidente do Senado.

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