Flávio Bolsonaro reage a Lula e exibe cartaz sobre autoria do PIX
Flávio Bolsonaro reage a Lula e exibe cartaz sobre autoria do PIX A eleição ainda nem começou oficialmente e o país já assiste a uma disputa digna de marketing de banco: quem é o “dono” do Pix — e de quebra, quem carrega a culpa pelo tarifaço dos EUA.
De um lado, Flávio Bolsonaro tenta carimbar sua marca na carteira digital dos brasileiros. No Ceasa de Contagem, o pré-candidato do PL ergueu o cartaz “O Pix é do Brasil e do Bolsonaro!!!” em resposta direta ao gesto de Lula um dia antes, com o cartaz “O Pix é do Brasil!”. Na Gazeta do Povo, aliados reforçam a tese de que o sistema “entrou em operação durante sua gestão” e foi criação de 2020 “direto ao cidadão”. No X, a tropa bolsonarista ecoa: “o PIX é do Brasil e do Bolsonaro! criação de 2020 e seguirá gratuito e direto ao cidadão”.
Do outro lado, o campo lulista não contesta que o Pix tenha sido lançado no governo Bolsonaro, mas trata a apropriação como oportunismo. A Folha destaca que o desenvolvimento começou em 2018, com equipes técnicas do Banco Central, antes de Bolsonaro sentar na cadeira presidencial. A campanha de Lula tenta reposicionar o debate: mais importante que quem “pariu” o Pix é defendê‑lo de críticas externas e usá‑lo como bandeira de inclusão financeira.
A divergência fica ainda mais aguda quando entra em cena Washington. Flávio afirma que “essa tarifa é do Lula” e atribui o tarifaço de 25% dos EUA ao “comportamento de agressão aos EUA” do petista. Já o relato governista ressalta que o governo Trump acusa o Banco Central de favorecer o Pix “de forma discriminatória sobre empresas americanas”, chamando o sistema de “campeão nacional”.
Em síntese: para a oposição, Lula queima o Brasil lá fora enquanto Bolsonaro seria o fiador do Pix; para o campo governista, o sistema é política de Estado e o tarifaço é mais sobre disputa comercial do que sobre cartazes de campanha.
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