Delação de Vorcaro revelou contrato milionário com esposa de Moraes
Delação de Vorcaro revelou contrato milionário com esposa de Moraes Um contrato de R$ 50 milhões que nunca saiu do papel virou munição política e combustível para suspeitas em torno do ministro do STF Alexandre de Moraes e de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes. No centro da narrativa está a delação rejeitada do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e um vazio fundamental: o que, afinal, teria sido prestado em troca de tantos milhões?
O que diz a delação
Segundo reportagem citada por veículos de oposição, a primeira proposta de delação de Vorcaro, recusada pela PF em 20 de maio, mencionava “um novo contrato de uma empresa ligada ao banqueiro com o escritório de Viviane Barci de Moraes” que “previa o pagamento de R$ 50 milhões ao Barci de Moraes, mas não teria sido assinado”. A informação, atribuída à jornalista Malu Gaspar, é tratada como “bomba” sobre o chamado Caso Master.
A explicação de pessoas próximas a Vorcaro seria que esse segundo contrato, datado de agosto de 2025, serviria para garantir o recebimento do valor total do primeiro acordo – R$ 3,6 milhões mensais de 2024 a 2027, somando R$ 130 milhões – mesmo após a venda do banco.
A lacuna entre milhões e serviços
Críticos destacam que o primeiro contrato previa atuação do escritório de Viviane junto a BC, Cade, PGFN e Receita, mas esses órgãos disseram não ter registros de atuação em nome do Master, o que “deu novo fôlego às dúvidas sobre a natureza real dos serviços prestados”. Outro texto oposicionista resume o caso como “novo contrato milionário” que “levantou dúvidas sobre a natureza dos serviços a serem prestados”.
A defesa de Viviane Barci
Do outro lado, o escritório Barci de Moraes nega qualquer negócio adicional com Vorcaro: “não concretizou nenhum outro contrato com Daniel Vorcaro ou qualquer de suas empresas, não tendo prestado serviços advocatícios nem tampouco recebido qualquer valor em honorários”. Ou seja: para a defesa, o suposto contrato de R$ 50 milhões é, juridicamente, um fantasma.
No confronto de versões, a oposição fala em “autópsia do poder brasileiro” e insinua blindagem do STF; a defesa, por sua vez, sustenta que não houve contrato, nem pagamento, nem serviço. Entre um papel não assinado e um rastro administrativo inexistente, o caso avança mais na arena política do que no terreno das provas.
https://resumosbrasil.com/stories/019e8f76-c784-3765-703f-21024aba19df
Write a comment