Lula critica Marco Rubio e confirma ida ao G7

O presidente Lula criticou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, chamando-o de "latino-americano frustrado", e confirmou que participará da cúpula do G7 na França. As declarações ocorrem em meio a tensões comerciais, com Lula afirmando que o Brasil não aceitará o tratamento dado pelos EUA e defenderá o multilateralismo no cenário internacional.
Lula critica Marco Rubio e confirma ida ao G7

Lula critica Marco Rubio e confirma ida ao G7 Lula transformou uma disputa tarifária em duelo pessoal com Washington – e decidiu levar o embate até o palco mais exclusivo do mundo rico: o G7 na França.

De um lado, o Planalto vende reação firme. Em reuniões ministeriais, Lula chamou o novo tarifaço dos EUA, que pode chegar a 37,5% sobre produtos brasileiros, de “inaceitável” e disse que o Brasil não fará “política de vira-lata diante das grandes potências”. Ao atacar o secretário de Estado Marco Rubio como “latino-americano frustrado”, o governo enquadra o episódio como defesa da soberania, do Pix e do multilateralismo, e usa a viagem a Evian – sua 10ª participação no G7 – para “tentar colocar ordem na casa” frente ao “desmonte do multilateralismo”.

Do outro lado, a oposição enxergou um presente eleitoral. Sites e perfis bolsonaristas amplificaram a fala em que Lula chamou Donald Trump de “imbecil” e voltou a carimbar Rubio de “frustrado”, tratando o discurso como um “surto” diplomático e “aula do que não se fazer”. Deputados e influenciadores acusam o petista de apostar na crise com os EUA para inflamar sua base e até “romper relações” com Washington.

O contraste é direto: enquanto o entorno de Lula afirma que o país “não se negou a negociar” e foi surpreendido pelo tarifaço mesmo após encontros e cartas a Trump, a direita digital sustenta que o presidente “quer as tarifas” e estaria “cavando a falta” ao xingar justamente o homem que decidirá sobre as sanções, Marco Rubio.

No meio, a economia real aguarda. Para o governo, o G7 vira vitrine para denunciar Washington e reafirmar o Brasil como potência autônoma. Para a oposição, é apenas mais um palco para o “camisa 10” da esquerda colecionar inimigos – e, quem sabe, votos.

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