Pesquisa AtlasIntel aponta liderança da extrema-direita no 2º turno na Colômbia
Pesquisa AtlasIntel aponta liderança da extrema-direita no 2º turno na Colômbia A eleição colombiana caminha para um segundo turno polarizado: a extrema-direita aparece na frente, mas o jogo está longe de encerrado. De um lado, a rejeição ao governo Petro; do outro, o peso do antipetismo colombiano encontra seu limite num país ainda dividido.
AtlasIntel põe Abelardo de la Espriella, advogado milionário e assumido admirador de Donald Trump, com 50,3% das intenções de voto contra 42,6% de Iván Cepeda, candidato de esquerda apoiado por Gustavo Petro. Ambos os lados se agarram ao mesmo número para contar histórias bem diferentes.
A oposição comemora a pesquisa como prenúncio de guinada à direita. Na leitura crítica ao governo, a desaprovação de 53,2% a Petro é o motor da campanha de Espriella, que absorve 99,5% dos eleitores que rejeitam o presidente. O campo anti-Petro destaca ainda o mapa social: De la Espriella domina o Caribe (68,6%) e a região Central (57,6%), lidera entre mulheres (54,7%) e eleitores com ensino superior (52%), sinalizando um voto conservador, urbano e economicamente mais consolidado.
Já o campo governista trabalha a mesma sondagem como alerta — e oportunidade. O fato de Cepeda concentrar 99,3% dos eleitores que aprovam Petro mostra, para esse lado, um bloco progressista coeso, ainda forte em Bogotá (56,4%), na região do Pacífico (52,4%) e entre jovens de 18 a 24 anos, onde o esquerdista abre 60,1%. A mensagem é clara: se a eleição virar disputa de participação, juventude e grandes centros contra interior conservador, há espaço para reação.
Ambas as análises convergem em um ponto: o segundo turno será um plebiscito sobre o projeto de Petro. Com margem de erro de dois pontos percentuais e 2,9% de indecisos, a vantagem da extrema-direita é real, mas ainda contestável.
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