Monique Medeiros depõe e acusa Jairinho de matar Henry Borel

Em seu interrogatório no julgamento do caso Henry Borel, Monique Medeiros afirmou acreditar que o ex-vereador Dr. Jairinho foi o responsável pela morte de seu filho. Ela também relatou ter sido dopada por ele em diversas ocasiões e que o menino demonstrou medo do padrasto.
Monique Medeiros depõe e acusa Jairinho de matar Henry Borel

Monique Medeiros depõe e acusa Jairinho de matar Henry Borel Monique Medeiros transformou o centro do júri do caso Henry Borel em tribunal interno: de mãe acusada a principal voz de acusação contra o ex-companheiro, o ex-vereador Dr. Jairinho. A controvérsia agora não é só quem matou Henry, mas até onde vai a responsabilidade da própria Monique — e quem está acreditando em sua guinada tardia.

De um lado, veículos mais críticos à versão da ré enfatizam a mudança brusca de narrativa. Monique, que por anos sustentou a tese de acidente doméstico, agora afirma ao júri que “acredita que Jairinho foi responsável pela morte do filho”. O foco está na reescrita da história: ela diz ter sido dopada com comprimidos misturados ao vinho, mantida sob controle e sem perceber agressões, enquanto Henry ficava mais triste e com medo do padrasto. A leitura implícita: a nova versão protege Monique, empurrando todo o peso do crime para o ex-vereador.

Já a imprensa de linha mais institucional descreve o depoimento como peça central de um enredo de violência doméstica e manipulação psicológica. Destaca que, pela primeira vez em juízo, Monique responde à juíza: “Creio que foi Jairo”, apresentando um relacionamento abusivo em que ele monitorava seus passos e dopava a companheira com remédios. Em outra abordagem, o foco recai na acusação de que Monique “diz ter sido dopada por Jairinho” e na suspeita de que os comprimidos serviriam para que ele encontrasse uma amante enquanto ela dormia.

Há também quem sublinhe a contradição mais dolorosa: Henry teria dito “Mamãe, o Jairo me empurrou e eu caí da cama”, mas Monique, à época, escolheu acreditar na explicação do padrasto e tratar o caso como simples queda. Para uns, prova de cegueira afetiva e domínio do agressor. Para outros, evidência de omissão imperdoável.

Enquanto a defesa tenta enquadrar Monique como vítima de um homem poderoso e violento, a acusação joga com o tempo: se hoje “ela crê que foi o Jairo”, por que Henry não foi ouvido quando ainda podia ser salvo?

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