Petrobras reduz preço do querosene de aviação em 14,2% para junho

A Petrobras anunciou uma redução de 14,2% no preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras, válida a partir de 1º de junho. A queda, equivalente a R$ 0,93 por litro, acompanha a atenuação das cotações internacionais do petróleo.
Petrobras reduz preço do querosene de aviação em 14,2% para junho

Petrobras reduz preço do querosene de aviação em 14,2% para junho A queda de 14,2% no preço do querosene de aviação da Petrobras é vendida por uns como alívio ao setor e prova de gestão responsável; para outros, é só um desconto tímido depois de um tombo de preços imposto ao consumidor.

De um lado, veículos alinhados ao governo destacam a magnitude do corte: a estatal vai reduzir em 14,2% o preço médio de venda do QAV para distribuidoras, o que significa menos R$ 0,93 por litro a partir de junho. A redução interrompe uma sequência de aumentos desde março e é apresentada como reflexo da “atenuação do cenário de elevação das cotações internacionais” após tensões no Oriente Médio. O recado: a Petrobras estaria apenas espelhando um mercado externo mais calmo, dentro de uma política de reajustes mensais prevista em contrato.

Essa mesma narrativa governista amplia o foco para o pacote de ajuda ao setor aéreo. O governo zerou PIS/Cofins sobre o QAV, estimando economia de R$ 0,07 por litro, e prorrogou o benefício até julho de 2026. Também lançou uma linha de crédito de até R$ 9 bilhões via BNDES e adiou pagamentos de tarifas de navegação aérea, enquadrando tudo como parte de uma estratégia para “impedir que a alta dos combustíveis chegue aos consumidores”.

Do outro lado, a cobertura de oposição prefere a régua do tempo curto: a manchete enfatiza que o corte de 14,2% vale “para o mês de junho”, sugerindo algo pontual, quase um remendo. E o dado incômodo que até a imprensa simpática ao governo é obrigada a registrar reforça o ceticismo: mesmo com o alívio de junho, o QAV acumula alta de 54,5% só em 2026, um acréscimo de R$ 1,98 por litro na comparação com dezembro de 2025.

Em resumo: para o governo, é prova de ação coordenada entre Petrobras e Brasília; para a oposição, um desconto na etiqueta depois que o produto já ficou muito mais caro.

https://resumosbrasil.com/stories/019e83e0-9e9f-17fd-7138-25a42d9b5d64

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