Brasil goleia Panamá por 6 a 2 em amistoso no Maracanã

A seleção brasileira venceu o Panamá por 6 a 2 em um amistoso no Maracanã, com uma atuação destacada dos jogadores reservas no segundo tempo. Após a partida, o técnico Carlo Ancelotti admitiu ter ficado com uma 'dúvida positiva' sobre a escalação titular para a Copa do Mundo.
Brasil goleia Panamá por 6 a 2 em amistoso no Maracanã

Brasil goleia Panamá por 6 a 2 em amistoso no Maracanã A goleada por 6 a 2 sobre o Panamá embalou o Maracanã, mas abriu uma fissura incômoda: o Brasil que encantou não foi exatamente o que Carlo Ancelotti vinha tratando como “time titular” para a Copa.

De um lado, o discurso oficial e a mídia mais alinhada tratam a noite como festa perfeita de despedida, com vitória elástica, Maracanã lotado e clima de Copa. Ancelotti fala em “injeção formidável de confiança” e celebra a “dúvida positiva” gerada pelos reservas, que “mostraram qualidade” e podem competir em igualdade pela posição. A narrativa é de abundância: grupo forte, lista boa, suspense calculado sobre o onze inicial e Brasil “rolo compressor” na repercussão internacional.

Ainda nesse campo mais governista, alguns analistas pisam no freio da euforia: Milton Neves lembra que a goleada “não muda o preço do dólar” nem responde às grandes dúvidas da seleção, enquanto PVC ressalta que é a maior goleada em sete anos, mas com defesa vazada em mais da metade dos jogos sob Ancelotti e muita coisa ainda para acertar atrás. Rodrigo Mattos nota que o time só passou a mandar no jogo quando ganhou um trio de meio com Fabinho, Danilo Santos e Paquetá, abandonando na prática o 4-2-4 raso do início.

Do outro lado, a crítica mais ácida — típica da oposição — aponta que o próprio “campo grita” que o Brasil ideal não é o escolhido por Ancelotti. Paquetá e Danilo Santos são tratados como “imprescindíveis” num 4-4-2 bem mais sólido, e a revista Fórum fala em “guerra por posições” aberta pelo italiano, que admite pensar em mudar equipe e estratégia após um segundo tempo em que os reservas jogaram melhor, mais juntos e com mais meio-campo.

Se a ala governista enxerga luxo de opções, a oposição vê, sobretudo, um problema: a menos de duas semanas da estreia contra Marrocos, ninguém sabe qual é o Brasil titular — inclusive o próprio Ancelotti.

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