Resultados do primeiro turno das eleições presidenciais na Colômbia
Resultados do primeiro turno das eleições presidenciais na Colômbia A Colômbia acordou ainda mais partida: para a direita, o país rugiu como “tigre”; para o campo governista, a eleição virou plebiscito sobre o primeiro governo de esquerda da história. O placar apertado empurra o duelo Abelardo de la Espriella x Iván Cepeda para 21 de junho.
De um lado, a imprensa de oposição celebra a “liderança da direita nas urnas” e descreve Espriella, com 43,7% dos votos contra 40,9% de Cepeda, como vencedor do primeiro turno e favorito da “direita nacionalista”, comparado a Milei e Bukele por defender liberdade econômica e “mão de ferro” contra o crime. Em tom de torcida, Allan dos Santos resume no X: “Direita lidera e eleição presidencial será decidida no segundo turno”.
No mesmo campo, a narrativa é de frente ampla anti-esquerda. A Gazeta do Povo enfatiza que Paloma Valencia, terceira colocada, virou peça-chave e que a eleição é “embate direto entre modelos econômicos e sociais opostos”. Rodrigo Constantino vibra com a aliança de centro-direita e direita: “O objetivo é derrotar o comunista!”, citando o anúncio de apoio de Paloma a Espriella.
Já veículos alinhados ao governo vestem o resultado com outra moldura. UOL, CartaCapital e O Globo cravam Espriella como “extrema-direita” ou “ultradireita” e descrevem a disputa como choque entre “esquerda governista” e um “Bukele colombiano”, alinhado a Donald Trump e Javier Milei, que promete “sepultura ou prisão” para guerrilheiros e narcotraficantes. Cepeda aparece como herdeiro da política de “paz total” de Petro, com trajetória em direitos humanos e negociações com as Farc.
Se a oposição pinta uma batalha moral contra o “comunismo”, a base governista enxerga a volta da Colômbia ao eixo duro de Washington: para Janaína Figueiredo, a ascensão de Espriella é “excelente notícia para Trump” e expõe a crise da direita tradicional, atropelada pelo outsider penalista que agora promete “meter bala”.
Em comum, os dois lados admitem o mesmo diagnóstico: um país sob violência crescente, obcecado por segurança pública e dividido entre radicalizar a guerra ou insistir na paz negociada.
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