Depoimentos de testemunhas marcam sétimo dia do julgamento do caso Henry Borel
Depoimentos de testemunhas marcam sétimo dia do julgamento do caso Henry Borel O sétimo dia do julgamento da morte de Henry Borel escancarou não só a disputa entre acusação e defesa, mas também uma batalha de narrativas sobre quem mente, quem se omitiu e quem foi coagido a calar.
De um lado, veículos tradicionais destacam a babá Thayná como peça-chave de uma acusação que se fortalece. Ela admite ter mentido e diz que pretende se retratar, relatando episódios “suspeitos” com Jairinho e Henry, além de pressão para falar bem do casal após a morte da criança. Segundo esses relatos, Monique teria orientado: “Apaga as mensagens. Vão te perguntar, fala o mínimo. Fala que a nossa relação era muito boa”. A mesma babá descreve Henry trancado com Jairinho, saindo mancando, com dores e marcas roxas, o que reforça a tese de agressões reiteradas.
Essas publicações também sublinham o clima emocional e de pressão em plenário. Em meio ao interrogatório, Thayná desabafa: “Eu preciso sair daqui. Eu não estou bem”, em uma sessão marcada por tensão com a defesa de Monique, que tenta virar o foco para a conduta da própria babá e o fato de ela nunca ter procurado a polícia.
Na outra ponta, veículos críticos ao establishment judicial e político enfatizam a engrenagem de bastidores. O irmão de Monique afirma que um advogado ligado à defesa de Jairinho teria “treinado” a ré para mentir, orientando-a a sustentar uma versão falsa em favor do ex-vereador. Ao mesmo tempo, a própria família de Monique é mostrada como linha de defesa de sua imagem: Bryan Medeiros a descreve como “mãe zelosa” que jamais permitiria agressões ao filho, enquanto testemunhas de convivência reforçam esse retrato.
O contraste é brutal: de um lado, Monique como mãe omissa que manda apagar provas e minimiza relatos; de outro, Monique como vítima de manipulação jurídica e emocional, forçada a mentir para proteger um padrasto hoje acusado de tortura e homicídio. No centro, a palavra oscilante de uma babá que admite ter mentido antes — e cujo novo depoimento pode decidir quem o júri vai enxergar como algoz e quem será visto como cúmplice.
https://resumosbrasil.com/stories/019e801b-f6a1-3273-7152-3a6c03c56460
Write a comment