Gabigol é expulso por gesto obsceno após marcar gol pelo Santos
Gabigol é expulso por gesto obsceno após marcar gol pelo Santos Gabigol conseguiu a proeza de transformar uma noite de redenção em mais um capítulo de polêmica: gol histórico, Santos respirando fora da zona de rebaixamento… e um gesto obsceno que o mandou mais cedo para o vestiário.
De um lado, a versão “contextualizadora” do próprio Santos, na voz de Cuca. O técnico admite o erro, mas tenta enquadrá‑lo como reação humana a um torcedor que passou do ponto. Ele conta que o atacante “pediu desculpa a todos no vestiário” e que “tinha um torcedor xingando insistentemente e ele desabafou”, lembrando que “o torcedor pode xingar o atleta, mas o atleta não pode xingar o torcedor”. Em outro relato, reforça que o gesto foi direcionado especificamente a um torcedor que o provocava.
Do outro lado, a ala que não compra a narrativa do “coitado do craque”. A crônica de Juca Kfouri é um libelo contra a conivência com o ídolo: ele lembra que Gabigol foi expulso após o gesto obsceno, que o deixou o time com um a menos e reacendeu o risco de voltar à zona da degola, e dispara que, além de “cafajeste”, o atacante foi “burro” por repetir uma atitude que já vinha rendendo expulsões a outros jogadores no Brasileirão.
Entre as duas leituras, os fatos frios: Gabigol marcou o terceiro gol do Santos, chegou a 126 gols no Brasileirão e entrou para o top 10 de maiores artilheiros da história do torneio. Minutos depois, fez sinal de silêncio para a própria torcida e levou a mão à genitália, lance captado pelo VAR que resultou em vermelho direto.
No fim, o contraste é brutal: estatísticas de ídolo, comportamento de reincidente. Cuca fala em erro individual num time que “vem apresentando bom futebol” e luta para se equilibrar fora do Z4, enquanto colunistas veem num estádio que aplaude o punho fechado na genitália o sintoma de um futebol que normalizou o inaceitável.
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