PSOL e Rede acionam PGR contra Flávio Bolsonaro por atuação junto aos EUA
PSOL e Rede acionam PGR contra Flávio Bolsonaro por atuação junto aos EUA O embate sobre Flávio Bolsonaro nos EUA virou menos discussão jurídica e mais guerra de narrativas: de um lado, governistas falam em atentado à soberania; de outro, aliados do senador vendem a ofensiva como vitória estratégica contra o crime organizado.
Soberania x “lobby” externo
Sete deputados de PSOL e Rede levaram à PGR a acusação de que Flávio teria usado o mandato para “convidar” Washington a intervir em assuntos internos do Brasil ao pressionar pela inclusão de PCC e Comando Vermelho na lista de organizações terroristas dos EUA. A representação fala em possível crime de atentado à soberania, pede inquérito da PF e comunicação ao TSE por risco de influência estrangeira e abuso de poder.
Na mesma linha, governistas descrevem a viagem como “lobby nos EUA” em encontros com Donald Trump e Marco Rubio, acusando o senador de extrapolar sua função ao atuar em política externa, prerrogativa exclusiva do presidente. Para eles, a classificação das facções pode abrir espaço para sanções e até intervenção sob a lógica antiterror norte‑americana, projetando a legislação dos EUA sobre território e instituições brasileiras.
Segurança x interferência
A oposição bolsonarista reage na ofensiva. Sites alinhados ao senador tratam a ação como “absurdo indescritível” e acusam a esquerda de agir “em favor” de PCC e CV ao atacar quem busca endurecer o combate ao crime. A equipe de Flávio afirma que governistas preferem enxergar “interferência” e “traição à soberania” em vez de celebrar uma medida que asfixiaria o caixa das facções.
Rogério Marinho fala em tentativa da esquerda de usar o Judiciário como extensão do projeto político e assume, ironicamente, a “culpa” de buscar apoio de “nações amigas” para enfrentar o terror e a violência. Para aliados, a medida é um trunfo eleitoral – um “golaço político” nas redes sociais – que contrasta com a resistência do governo Lula à designação americana.
No meio desse cabo de guerra, a classificação de facções como terroristas vira menos questão de segurança pública e mais campo de batalha sobre quem, afinal, está defendendo o Brasil – e de quem.
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