Quem foi Xica Manicongo, primeira travesti do Brasil, biografada com pajubá

A história da primeira mulher trans do Brasil colonial é uma saga que abrange três continentes, o confronto entre a Inquisição e as religiões tradicionais da África e a trajetória trágica do reino do Congo, monarquia africana que se tornou oficialmente católica, mas nem por isso escapou da sanha escravista dos portugueses.
Quem foi Xica Manicongo, primeira travesti do Brasil, biografada com pajubá

Quem foi Xica Manicongo, primeira travesti do Brasil, biografada com pajubá Xica Manicongo, originalmente Francisco Manicongo, é a primeira mulher trans documentada no Brasil colonial, com sua história ligada ao reino do Congo e aos cultos tradicionais africanos. Sua trajetória, reconstruída a partir de documentos da Inquisição portuguesa, revela um indivíduo que performava gênero feminino e usava vestimentas tradicionais de sacerdotisas africanas. A pesquisa recente, que inclui o uso do pajubá para alcançar o público-alvo, explora a hipótese de que Xica Manicongo era uma quimbanda, categoria de sacerdotisas responsáveis por sacrifícios animais.

  • Xica Manicongo, originalmente Francisco Manicongo, é considerada a primeira mulher trans do Brasil colonial.
  • Sua história envolve o reino do Congo, a Inquisição portuguesa e religiões tradicionais africanas.
  • Documentos da época indicam que Xica Manicongo possuía uma ‘performance de gênero’ feminina e usava roupas associadas às quimbandas.
  • A hipótese é que ela fosse uma quimbanda, sacerdotisa responsável por sacrifícios animais, biologicamente do sexo masculino mas criada com comportamento feminino.
  • O nome ‘Xica’ foi adicionado à personagem em 2010 por ativistas travestis, tornando-a tema de um samba-enredo. https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/06/quem-foi-xica-manicongo-primeira-travesti-do-brasil-biografada-com-pajuba.shtml
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