Graciliano Rocha: Copasa privatizada: governo de MG não manda, mas pode barrar o que não quer

Ao privatizar a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), o Estado de Minas Gerais saiu de controlador para acionista minoritário, com 5,03% das ações. Mesmo assim, manteve poder de barrar decisões centrais da empresa.
Graciliano Rocha: Copasa privatizada: governo de MG não manda, mas pode barrar o que não quer

Graciliano Rocha: Copasa privatizada: governo de MG não manda, mas pode barrar o que não quer O Estado de Minas Gerais tornou-se acionista minoritário da Copasa após sua privatização, mas o acordo de acionistas e a posse de uma golden share garantem ao governo poder de veto sobre decisões centrais da empresa. A Equatorial, nova controladora, precisa da anuência estatal para alterar políticas de dividendos, fusões, cisões, mudar o nome ou a sede da companhia.

  • O Estado de Minas Gerais detém 5,03% das ações da Copasa após a privatização, deixando de ser controlador.
  • Um acordo de acionistas confere ao governo mineiro poder de veto sobre ‘matérias relevantes’ decididas pela Equatorial.
  • A golden share permite ao Estado vetar mudanças no nome e na sede da empresa, além de garantir a eleição de um conselheiro de administração e um membro do conselho fiscal.
  • A Equatorial pode adquirir maior autonomia em decisões operacionais pagando R$ 50 milhões ao Estado, mas a golden share permanecerá.
  • O acordo tem prazo de validade, encerrando-se com a venda voluntária de ações pelo Estado abaixo de 5%, em 31 de dezembro de 2033, ou com o cumprimento das metas de universalização dos serviços de água e esgoto. https://economia.uol.com.br/colunas/graciliano-rocha/2026/06/20/copasa-privatizada-governo-de-mg-nao-manda-mas-pode-barrar-o-que-nao-quer.htm
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